quarta-feira, 25 de maio de 2011

São Jorge dos Ilhéus - Jorge Amado

Só um comentário: Livro com final triste...

Sinopse: Na década de 1930, na zona cacaueira da Bahia, os confrontos sangrentos pela posse da terra, tão bem descritos no romance Terras do sem-fim, são coisa do passado. Permanecem vivos, porém, na memória dos mais velhos, nas cantigas de cordel e nos relatos orais, repetidos no interior das casas e nas mesas de bar.
Na próspera Ilhéus, de cujo porto os navios partem carregados de cacau para os quatro cantos do mundo, fervilham os cabarés, os cassinos, as inovações da vida urbana, os flertes, os movimentos sociais, as intrigas políticas. O poder passa rapidamente das mãos dos velhos coronéis latifundiários para a dos exportadores estrangeiros e seus prepostos.
Com habilidade ímpar em compor amplos painéis humanos, Jorge Amado narra esse processo social, que ele conheceu em primeira mão na juventude. Povoam estas páginas personagens inesquecíveis, como o arguto exportador Carlos Zude; o motorista e militante de esquerda Joaquim, filho de lavradores; o casal de dançarinos de tango e trapaceiros argentinos Lola e Pepe Espínola; o vetusto coronel Horácio Silveira, fantasma de si mesmo, e seu filho fascista Silveirinha.
Manipulando com destreza a narração em terceira pessoa, alternada com diálogos vivazes e com o discurso indireto livre, Jorge Amado envolve o leitor em sua prosa encantatória e o faz mergulhar plenamente no universo retratado, levando-o a partilhar o drama e a comédia de um sem-número de criaturas.
Concluído em 1944, quando o Brasil finalmente entrava na guerra contra o eixo nazifascista, São Jorge dos Ilhéus é um dos romances mais saborosos de Jorge Amado e se enquadra da vertente "cacaueira" de sua literatura, que inclui, entre outros, Cacau, Terras do sem-fim, Gabriela, cravo e canela; Tocaia Grande e O menino grapiúna.

Um comentário:

Anônimo disse...

"São Jorge dos Ilhéus ", maravilhosa sinopse minha cara Aline. Este livro já esteve em minha meta de leituras inúmeras vezes, porém nunca me senti animado por não conhecer algo a respeito do mesmo.

Tua bela crítica despertou-me a vontade, vou lê-lo. Abraço querida, parabéns à mamãe.

Muitos como eu não estamos conseguindo comentar, por este motivo estou como anônimo.

Miguel - "Literaturando"
http://blog-literaturando.blogspot.com