
Linda era sustentada pela madrinha Dona Risoleta. Moravam em um dos quartos no sótão do 68 e tinham contato com vários vizinhos. A menina não trabalhava; era criada com mimos e passava seu tempo lendo romances. O sonho de Risoleta era que ela se casasse com um homem rico.
Seguem-se vários relatos em que se narram as aventuras sexuais dos moradores do 68 e as formas utilizadas para conseguirem sexo, desde pagar prostitutas até apelar para os dois pederastas manifestos do prédio. Episódios retratam como a infância (em uma precocidade muito grande) se portava, e o quanto todos se divertiam com os filmes americanos de faroeste.
As narrativas sobre a religião demonstram o pensamento religioso do grupo, em que havia quem se dedicasse a repassar correntes que lhes eram entregues, se sentisse tentado a ajudar a igreja ou temesse os trabalhos de macumba. Em meio a toda essa confusão, um sapateiro espanhol, anarquista confesso, espalha suas ideias pelos moradores do prédio.
Uma crise aparece (provavelmente refere-se à crise de 1929) e, na mesma época, dona Risoleta fica entrevada e não pode mais trabalhar. Linda, já influenciada por ideias de esquerda, começa a procurar trabalho e acaba juntando-se a um propagandista e a Artur, um aleijado sem os dois braços para fazer propagandas teatrais pela cidade.
A chegada de diversos imigrantes da cidade, em busca de riqueza no sudeste, é mais um episódio digno de nota. Os nordestinos alugam o pátio do cortiço com o pouco dinheiro que têm e dormem por lá por três dias, para desgosto das lavadeiras, que precisavam do espaço para botar as roupas a secar. Entretanto, a animação dos retirantes alegra o local, embora ninguém espere que elas consigam algo de bom em sua jornada.
O trecho da obra que marca a tomada de consciência dos moradores é o momento em que dois trabalhadores da vigilância sanitária vão checar o banheiro do sótão, no qual haviam anteriormente pregado um aviso de que a existência de foco de mosquitos na privada incorreria em multa. O dono do prédio, seu Samara, se recusa a pagar, e junta-se aos vigilantes e a um médico para coagirem os moradores a dividir a multa entre si. A revolta de todos, que culmina em fazer Samara assumir a dívida, cria uma solidariedade intensa entre os moradores e dá-lhes a consciência de que juntos podem barrar a opressão de que são vítimas.
Posteriormente, Isaac, Álvaro Lima, Henrique e outros preparam-se para organizar uma greve, que é frustrada antes de acontecer. Os princiáis nomes são presos; mas toda a população do cortiço sai às ruas para protestarem contra a prisão dos envolvidos.
O livro termina narrando o fim de uma menina de vestido azul, que aparecia durante toda a história sem dar nenhuma contribuição significativa: ela iria casar-se com um homem rico.
(Sinopse retirada do site da Wikipedia)
Um comentário:
Já resolveu qual o seu preferido?
Já leu Garcia Marques?
que inveja dessa sua leitura do Jorge Amado!!
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