terça-feira, 10 de maio de 2011

Suor - Jorge Amado

Hoje, começando a ler o próximo livro de Jorge Amado, descobri na contra capa, todos os livros publicados do autor, e são 35 ao todo, ou seja, estou longe de completar a saga Jorge Amado - Iniciei hoje o décimo livro - São Jorge dos Ilhéus.

Agora falando do livro de que se trata realmente esta postagem. Gostei bastante do livro, que conta a história de um cortiço. Muitas pessoas que moram ali e suas vidas miseráveis, contando alguns detalhes de uma vida que eu nem me consigo imaginar vivendo. É verdade que a necessidade faz a vez, mas espero nunca ter que passar por certas coisas.

Uma ótima leitura!

Sinopse: O livro não possui uma única história que se desenvolve por toda a obra; ao contrário, reúne várias narrativas curtas, organizadas por pequenos temas, que dão conta de diversas atividades dos moradores do prédio 68 da Ladeira do Pelourinho, onde 116 quartos abrigavam mais de 600 pessoas. Entretanto, uma história parece entremear todas as outras narrativas: a narração da tomada de consciência dos homens do cortiço sobre a situação em que viviam, em especial a conscientização da menina Linda.

Linda era sustentada pela madrinha Dona Risoleta. Moravam em um dos quartos no sótão do 68 e tinham contato com vários vizinhos. A menina não trabalhava; era criada com mimos e passava seu tempo lendo romances. O sonho de Risoleta era que ela se casasse com um homem rico.

Seguem-se vários relatos em que se narram as aventuras sexuais dos moradores do 68 e as formas utilizadas para conseguirem sexo, desde pagar prostitutas até apelar para os dois pederastas manifestos do prédio. Episódios retratam como a infância (em uma precocidade muito grande) se portava, e o quanto todos se divertiam com os filmes americanos de faroeste.

As narrativas sobre a religião demonstram o pensamento religioso do grupo, em que havia quem se dedicasse a repassar correntes que lhes eram entregues, se sentisse tentado a ajudar a igreja ou temesse os trabalhos de macumba. Em meio a toda essa confusão, um sapateiro espanhol, anarquista confesso, espalha suas ideias pelos moradores do prédio.

Uma crise aparece (provavelmente refere-se à crise de 1929) e, na mesma época, dona Risoleta fica entrevada e não pode mais trabalhar. Linda, já influenciada por ideias de esquerda, começa a procurar trabalho e acaba juntando-se a um propagandista e a Artur, um aleijado sem os dois braços para fazer propagandas teatrais pela cidade.

A chegada de diversos imigrantes da cidade, em busca de riqueza no sudeste, é mais um episódio digno de nota. Os nordestinos alugam o pátio do cortiço com o pouco dinheiro que têm e dormem por lá por três dias, para desgosto das lavadeiras, que precisavam do espaço para botar as roupas a secar. Entretanto, a animação dos retirantes alegra o local, embora ninguém espere que elas consigam algo de bom em sua jornada.

O trecho da obra que marca a tomada de consciência dos moradores é o momento em que dois trabalhadores da vigilância sanitária vão checar o banheiro do sótão, no qual haviam anteriormente pregado um aviso de que a existência de foco de mosquitos na privada incorreria em multa. O dono do prédio, seu Samara, se recusa a pagar, e junta-se aos vigilantes e a um médico para coagirem os moradores a dividir a multa entre si. A revolta de todos, que culmina em fazer Samara assumir a dívida, cria uma solidariedade intensa entre os moradores e dá-lhes a consciência de que juntos podem barrar a opressão de que são vítimas.

Posteriormente, Isaac, Álvaro Lima, Henrique e outros preparam-se para organizar uma greve, que é frustrada antes de acontecer. Os princiáis nomes são presos; mas toda a população do cortiço sai às ruas para protestarem contra a prisão dos envolvidos.

O livro termina narrando o fim de uma menina de vestido azul, que aparecia durante toda a história sem dar nenhuma contribuição significativa: ela iria casar-se com um homem rico.

(Sinopse retirada do site da Wikipedia)

Um comentário:

Anônimo disse...

Já resolveu qual o seu preferido?

Já leu Garcia Marques?

que inveja dessa sua leitura do Jorge Amado!!